Como escolher o rejunte ideal para o piso?

rejunte

Não há dúvida de que escolher os pisos para o seu projeto de interiores é muito mais agradável do que pensar na escolha do rejunte. Mas essa etapa, embora seja menos divertida, não pode ser negligenciada. Escolher o rejunte certo faz toda a diferença no resultado estético da aplicação e na qualidade do acabamento, bem como em sua durabilidade.

Até porque o rejunte é o grande responsável pela impermeabilidade e resistência dos pisos e revestimentos aplicados. Pensando nisso, preparamos este post que explica quais são os principais tipos de rejunte e como escolhê-los com base nos diferentes materiais e cores disponíveis no mercado.

Continue a leitura e capriche nesta missão!

Tipo de rejunte: como escolher?

Existem três tipos básicos de rejunte no mercado. Faremos uma breve descrição sobre cada um deles e, em seguida, daremos as dicas de como escolher o rejunte mais apropriado para o seu projeto conforme as especificidades do ambiente.

  • rejunte de base cimentícia: constituído por argamassas industrializadas, coloridas com cimento, minerais e outros aditivos. É ideal para aplicação em fachadas;
  • rejunte à base de resina acrílica: ideal para impermeabilização de áreas úmidas, como banheiros, cozinhas e lavanderias. Não é recomendado para área externa;
  • rejunte à base de resina epóxi: constituído basicamente por pó, resina e material endurecedor. É ideal para acabamentos que necessitam de vedação total da junta.

Considere o ambiente em questão

Conhecendo os tipos principais de rejunte, deu para perceber que cada um tem uma resistência específica à água. Aplicar um rejunte cimentício em um local úmido, por exemplo, fará com que o acabamento se desgaste mais rapidamente, tendo em vista que não se trata de um material recomendado para impermeabilização.

Do mesmo modo, o rejunte epóxi não é a opção ideal para fachadas, considerando-se que ele veda 100% e a fachada precisa de um “respiro” que seria impossibilitado pela vedação total. Em linhas gerais, podemos dizer que o rejunte de base cimentícia vai muito bem quando aplicado em cerâmicas ou porcelanatos em ambientes como quartos e salas.

Nas áreas úmidas ou molháveis da casa — diferentemente das áreas molhadas, como a área da piscina — o rejunte acrílico é o mais recomendado, impermeabilizando esses acabamentos. Já o rejunte à base de resina epóxi deve ser aplicado nas áreas que necessitam de vedação total das peças, como nas cerâmicas ou pastilhas da piscina.

Faça uma aplicação criteriosa

Outro aspecto crucial na aplicação do rejunte — além da escolha do tipo mais adequado — é a proximidade entre as peças, pois cada rejunte demanda um espaçamento específico entre os azulejos para que o acabamento fique bem executado. O cimentício é mais espaçoso, enquanto o epóxi é mais compacto. Portanto, para quem prefere superfícies mais uniformes, as opções mais recomendadas são os rejuntes de base acrílica e epóxi.

Vale lembrar que, quanto mais uniforme a superfície, maior a sensação de amplitude transmitida pelos pisos ou revestimentos do ambiente. Quando combinados com tons claros e neutros, é possível potencializar ainda mais essa sensação. Especialmente para os amantes das decorações clean e minimalistas, trata-se de uma composição bastante usual, capaz de aliar estética, funcionalidade e leveza em doses exatas no cômodo.

Conte com mão de obra especializada

Seja para assentar os pisos e revestimentos, seja para fazer a aplicação do rejunte, uma coisa é certa: não faça isso sozinho. Por mais que você tenha muitas habilidades no estilo Do It Yourself, contar com mão de obra especializada trará mais credibilidade para o projeto — além da garantia de que o resultado sairá como esperado.

Outra questão importante nesse quesito é o custo-benefício, pois com certeza vale a pena investir em mão de obra capacitada nessas horas — não só para garantir um serviço de qualidade, mas, também, para ganhar tempo e agilizar a execução da obra. Assim, você fica livre de estresse, dor de cabeça e prejuízo com o risco de um trabalho mal feito.

Cor do rejunte: como escolher?

Ao contrário do que muita gente pensa, a cor do rejunte também pode variar. Inclusive, brincar com essa questão ajuda a trazer mais harmonia e personalidade para os projetos, compondo efeitos únicos no resultado final do acabamento.

Mesmo quem prefere um rejuntamento mais discreto, precisa acertar na tonalidade escolhida para conseguir o efeito desejado. Por isso, prestar atenção na cor do rejunte é tão importante quanto escolher o tipo certo do material. Vamos às principais dicas.

Escolha o tom conforme o estilo de décor

Se você prefere um resultado mais uniforme, priorizando as sensações de leveza e amplitude da composição, escolha um rejunte de cor igual à das peças, pois isso reforçará a sensação de continuidade. Essa estratégia também ajuda a disfarçar eventuais falhas no assentamento, como pequenos defeitos nos recortes e paginação.

Já para os mais ousados, que querem justamente destacar a cor do piso ou do revestimento escolhido, o ideal é escolher um rejunte de tom contrastante com o tom da peça. Alguns tons campeões de escolha para quem busca esse efeito são o camurça, o terracota, o ocre e o salmão, que podem ser aplicados tanto em revestimentos claros quanto escuros.

Considere as particularidades do ambiente

Como vimos, as particularidades do ambiente vão definir a escolha do tipo de rejunte mais adequado, de modo a garantir a qualidade e a durabilidade do acabamento. A escolha da cor também depende do cômodo em questão, sobretudo quanto à estética do resultado final. Locais com fluxo intenso de pessoas e mais expostos à sujeira pedem rejuntes mais escuros. Assim, fica mais fácil disfarçar gordura e poeira, por exemplo.

Ainda quanto à estética da composição, uma dica básica é que o uso de rejuntes de cores que contrastam com o a cor do piso valoriza a peça individualmente. Por outro lado, quando utilizamos rejuntes de tom próximo ao tom do piso, a intenção é destacar o ambiente como um todo, e não a peça em si.

Prefira cores que disfarçam manchas

Infelizmente, dependendo das condições climáticas da região onde os pisos foram assentados — como locais muito úmidos — as peças podem sofrer com a proliferação de fungos ao longo do tempo, o que acaba ocasionando manchas nos acabamentos. Via de regra, se você contar com um fornecedor de qualidade, isso dificilmente acontecerá, tendo em vista que as peças receberão tratamento adequado durante o processo de fabricação.

De qualquer forma, a cor do rejunte pode ser uma aliada nessa questão, ajudando a disfarçar não só eventuais sujeiras, mas, também, alguma manchinha que tenha se formado devido à umidade constante da região. Para quem mora no litoral, por exemplo, uma escolha estratégica da cor do rejunte também ajuda a disfarçar o acúmulo de areia nas peças. Que tal?

Com essas dicas, escolher o rejunte ideal para o seu projeto será mais fácil do que você imagina. Além de garantir a durabilidade do acabamento, o resultado estético da composição ficará impecável, dialogando as preferências do cliente com o estilo de décor escolhido.

Quer saber mais sobre decoração e revestimentos? Então veja o que é tendência neste outono-inverno e inspire-se nas escolhas que estão com tudo na estação!

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